22 de setembro de 2010
Rentrée Educação
E a sra. Ministra fala com uma oralidade que ninguém se atreve a contestar:
Mensagem Sra Ministra da Educação Sexual (por Rui Unas)
2 de agosto de 2010
Isabel Alçada a dar barracada
Em entrevista ao jornal Expresso, Isabel Alçada afirmou que pondera lançar um debate para acabar com os chumbos, mas que para isso acontecer terá antes que existir "uma audição dos parceiros das escolas e dos docentes para encontrar um alternativa em que as pessoas se reconheçam".
A alternativa, diz a ministra, "é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado". Isabel Alçada dá como exemplo os "países do Norte da Europa": "Se disser a um inglês que o seu filho passou, ele nem percebe do que está a falar".
A medida não foi bem recebida e já esta tarde, em entrevista à Antena 1, Isabel Alçada afirmou que quer apenas um debate nacional e que o fim dos chumbos no ensino obrigatório não é para já.
Finlândia
O ensino obrigatório começa quando as crianças têm 7 anos de idade e dura nove anos. A educação é gratuita para todo o ensino básico. O ano escolar também começa a meio de Agosto mas acaba mais cedo - no início de Junho - e prolonga-se ao longo de 190 dias. As escolas funcionam durante cinco dias por semana e o número mínimo de aulas por semana varia entre 19 e 30 horas, dependendo do nível e do número de disciplinas opcionais existentes. Este sistema tem a particularidade de existir autonomia local para estabelecer dias de férias extra. Nos dois primeiros níveis, um dia de escola não pode ter mais de cinco aulas, no resto dos níveis no máximo podem existir sete aulas por dia. Normalmente uma aula tem a duração de 60 minutos. Em termos de constituição de turmas, não existe qualquer regra quanto ao número de alunos por turma. Normalmente, agrupam-se os alunos por idade mas, desde que apropriado, alunos com diferentes idades poderão ter aulas juntos. O currículo é estabelecido pelo quadro nacional de educação e inclui objectivos e critérios de avaliação. De acordo com estas normas, cada escola, juntamente com as autoridades locais, estabelece o seu próprio currículo que atende às especificidades do contexto local. As áreas obrigatórias são Língua Materna e Literatura, segunda Língua Nacional, Línguas Estrangeiras, Ambiente, Educação para a Saúde, Religião ou Ética, História, Estudos Sociais, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, Educação Física, Música, Educação Visual, Economia do Lar e Aconselhamento. Nos primeiros seis anos existe um único professor para a maior parte das matérias, mas há aulas que são dadas por professores especialistas, principalmente em áreas como educação visual, música e educação física. A partir do 7.º ano, os alunos passam a ter diferentes professores para a maior parte das matérias. O sistema de avaliação é contínuo e é feito a partir de testes dados pelos professores. Durante a educação primária o aluno pode também repetir de ano.
Mais informações:
http://www.eurydice.org
Senhora Ministra como vê nos países nórdicos a malta também reprova. Pois é, não anda a fazer os trabalhos de casa e depois quer passar nas eleições. Ou então não sabe bem o que quer que é o que mais parece.
Claro que o ideal é que ninguém reprovasse. Deve haver um mínimo de exigência para o país ter educação e poder ser competitivo. O problema da educação em Portugal é que culturalmente não se dá muito valor a ela.
4 de junho de 2010
Polémica. Alunos com 15 anos vão poder saltar do 8.º para o 10.º ano
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- Os alunos com mais de 15 anos retidos no 8.o ano de escolaridade têm este ano lectivo mais uma hipótese para concluir o ensino básico. Para isso é preciso que se autoproponham às provas nacionais de Português e de Matemática do final do 3.o ciclo, em Julho, e façam ainda os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9.o ano. Em caso de aproveitamento, transitam directamente para o 10.o ano, terminando assim o ensino básico, sem que para isso seja necessário passar pelo 9.o ano. A medida apanhou uma boa parte dos professores desprevenida, já que só ao longo das últimas semanas foram sendo informados pelas escolas das novas directivas, durante as reuniões gerais de preparação para os exames nacionais.
As novas regras começaram a ser transmitidas pelas direcções regionais de educação às direcções dos agrupamentos escolares a partir de Abril e vão passar a ser já este mês mais uma rotina dos estabelecimentos de ensino, apesar de essa opção não ser obrigatória para os alunos retidos e necessitar de autorização do encarregado de educação. Esta modalidade, aliás, já estava prevista para os alunos retidos no 9.o ano, que ao obterem aproveitamento nos provas nacionais e nos exames escolares das disciplinaram em que chumbaram poderiam transitar para o 10.o ano. A grande novidade, que surgiu num despacho normativo publicado em Diário da República em Março, é a possibilidade de o aluno queimar uma etapa, saltando do 8.o para o 10.o ano de escolaridade.
O sucesso em todas as provas para os alunos retidos no 8.o ano passa a funcionar como passaporte directo para o ensino secundário, mas Pedro Araújo, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, está convencido de que serão poucos os adolescentes com condições para cumprir todos os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação: "Estamos perante um perfil de alunos que por frequentarem ainda o 8.o ano aos 15 anos apresentam tendencialmente mais dificuldades de aprendizagem, logo será difícil superarem essas provas com êxito." Só que essa não é a questão principal, adverte Armandina Soares, membro do Conselho Nacional de Educação e directora do agrupamento escolar de Vialonga, em Vila Franca de Xira: "Estamos perante uma medida que vai provocar uma situação de injustiça entre alunos que frequentam o mesmo ano e têm a mesma idade." (...)»
in Ionline
6 de maio de 2010
18 de fevereiro de 2010
Manifestum Nova Orpheu

Bases Futuristas do Projecto - Nova Orpheu:
1. Destruir o culto do passado, a obsessão pelo antigo, o pedantismo e o formalismo académico;
2. Recusar em absoluto qualquer forma de imitação;
3. Exaltar todas as formas de originalidade, mesmo que seja considerada temerária ou violenta;
4. Considerar os críticos de arte como inúteis e danosos;
5. Revoltarmo-nos contra a tirania das palavras "harmonia" e "bom gosto";
Enterrem os mortos nas profundezas da terra! Abram-se as portas do futuro! Dê-se lugar aos jovens audazes!
Nova Orpheu.
http://novaorpheu.tk/
Ou nós encontramos um caminho, ou abrimos um...
31 de janeiro de 2010
Teoria do Caos Musical
in Swing Forever
Salazar no antes e no depois de cair da cadeira proferiu tal teoria a D. Sebastião porque já no Séc. XX a Mocidade Portuguesa cantava o que ele queria quando queria, com bandeiras ao vento e adrenalina semelhante aos campos de concentração de Paredes de Coura ou o mais recente antro de prostituição musical brasileiro, Campo da Bela Vista.
Todos ouvimos o que queremos?Ou deixamos ouvir o que os outros querem que nós oiçamos?
Lembras-te daquela balada de Debussy na barriga da tua mãe, ou do Feeling do Banco Espírito Santo?
Onde anda o Mestre dos Petrus Castrus? E o Rafa dos Morangos com açucar?
*AJUDEM-ME! TENHO UMA FAMÍLIA PARA CRIAR!*
26 de janeiro de 2010
Ditadura dos Médicos
A Associação Académica da Universidade de Aveiro considera "estranhas" as críticas da Ordem dos Médicos e da Associação Nacional de Estudantes de Medicina ao novo curso de Medicina da Universidade de Aveiro.
AAUA acusa Ordem dos Médicos de privilegiar o prestígio da classe que representa em detrimento das necessidades reais do país. Reagindo às declarações do bastonário da OM, Pedro Nunes, que prevê, para daqui a alguns anos, a existência de médicos no desemprego, a AAUA, através do presidente Negesse Pina, "lembra que não há médicos suficientes em Portugal enquanto continuarem a existir cidadãos sem médico de família ou enquanto existirem Centros de Saúde fechados devido a férias e baixas dos clínicos como é noticiado no Verão e épocas festivas".
De igual modo, acrescenta a AAUA, "acreditamos que não há médicos suficientes em Portugal enquanto continuarem a existir pessoas a percorrer centenas de quilómetros para poderem ser vistas por um médico ou enquanto o país continuar a depender de médicos estrangeiros para suprir as suas necessidades".
A AAUA lamenta esta posição da OM, que transpira corporativismo. "O que está em causa é o receio da perda de prestígio por parte de uma classe acostumada a uma certa veneração", acusa Negesse Pina. "O que é lamentável é que, para assegurar esse prestígio, a OM se apoie em argumentos que não têm correspondência real na vida dos cidadãos", afirma.
A AAUA considera ainda que "grande parte dos problemas estruturais inerentes ao Serviço Nacional de Saúde, tais como a distribuição deficiente de médicos no território, as listas de espera para consultas de especialidade e cirurgias ou as dificuldades no atendimento vivido pelos utentes nos hospitais nacionais não poderão ser solucionados sem o número necessário de clínicos à disposição deste serviço".
Por isso, e ao contrário da OM e da ANEM, a AAUA não considera a decisão de criar um curso de Medicina "uma asneira" e desafia o bastonário a "identificar um país onde existam médicos no desemprego".
in JN
18 de novembro de 2009
Manifestação pelo ensino Superior
No final representantes das associações académicas presentes (Coimbra e Lisboa em grande número, mas também com representações da UTAD UM, algumas faculdades do Porto, Évora, Aveiro) reuniram-se com o ministro para aquilo que mais pareceu ter sido uma conversa de salão de chá. O ministro aceitou as reivindicações dos estudantes e disse em palavras que concordava com os alunos.

Comunicado
A degradação do Ensino Superior é hoje uma realidade incontornável. Devido a uma política de desinvestimento sucessivo por parte do Governo, as Faculdades sofrem uma crise de financiamento sendo que as propinas dos estudantes servem meramente para despesas de funcionamento, ao contrário do que a Lei prevê. Temos serviços a funcionar a meio gás, cantinas e bibliotecas encerradas para poupar recursos; um parque escolar degradado, não só ao nível do conforto e da higiene, mas constituindo já um perigo real para os estudantes que o utilizam; e um sistema de acção social que não abrange todos os que dele necessitam e que mantém o modelo de atribuição de bolsas por escalões, promovendo a iniquidade.
E é esta a realidade que os estudantes muitas vezes ignoram. A organização das Universidades imposta pelo RJIES resultou num efectivo afastamento dos estudantes da gestão das Faculdades que leva a um igual distanciamento dos seus problemas. Os estudantes estão a ser transformados em meros utentes, retirando-lhes o papel de elemento essencial no funcionamento das Universidades.
A crise de representatividade que assola o nosso país tem que ser combatida e para isso é necessário que todos tomem consciência, primeiro do modo de funcionamento das instituições em que estão inseridos e, segundo, dos problemas específicos que as afectam. Cabe aos estudantes do Ensino Superior especial responsabilidade, na medida em que sempre foi nas Universidades que se pensou o futuro. Não mais podemos continuar inertes e amorfos como até agora.
Optámos nos últimos anos por soluções de diálogo sem que houvesse a mínima abertura por parte do Ministério, está na hora de fazer mais. A manutenção de Mariano Gago como titular da pasta do Ensino Superior é uma afronta para todos nós que temos mantido as iniciativas políticas dentro das Universidades. O programa de Governo não acarreta qualquer esperança ao quase ignorar os principais problemas da Universidade Pública. Está na hora de fazermos mais e de mostrarmos que discordamos com esta forma unilateral de impor políticas educativas.
2 de julho de 2009
Manifesto contra o facilitismo nos exames
No blogue RGA - Reunião Geral de Alunos, Miguel Galrinho faz uma proposta radical: "Os exames têm de deixar de ser feitos pelo Ministério da Educação".
As críticas ao sistema de ensino dividem os adeptos da simples abolição de exames e os que defendem um ensino mais exigente, como Miguel Galrinho, aluno do 1.º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico.Para ele, "um ensino pré-universtário mais exigente", que ensine os alunos a estudar, só será possível quando os exames deixarem de ser feitos pelo Ministério da Educação.
"Cada ministro quer mostrar os resultados das suas políticas e por esse objectivo não se importa de sacrificar a exigência, a fiabilidade dos exames", defende. E cita ainda o professor Nuno Crato, propondo "acabar com o Ministério da Educação e constituir um Ministério pela Educação".
em expresso
Um tema discutível. Para mim, o pior da facilidade dos exames é a campanha que os sucessivos governos fazem sobre os resultados, como se o seu futuro como ministro dependesse do sucesso dos alunos. O país precisa de bons profissionais e não pseudo-aluno-maravilhas. E pior do que os exames nacionais, são as provas aferidas em que se gastam milhares de euros em provas de "aflição" que não contam para nada, apenas para estatística e para avaliar os professores. Um aluno do 9º ano que fez estas provas disse-me que tinha uma questão em matemática onde era pedido qual o angulo maior:"-19" ou "-20". É caso para perguntar: "sabe mais que a ministra da educação???"
3 de fevereiro de 2009
Manifesto Anti-Académico
II. Todo o globo universitário existe por nossa causa: os ESTUDANTES. Por mais licenciaturas, mestrados ou doutoramentos que poderemos vir, ou não, a "tirar"(tirar a quem?) e/ou pagar, no futuro temos que perceber que todos os professores dependem dos alunos, para o exercício das suas funções.
III. Deixo aqui um alerta a todos aqueles que pretendem ingressar numa qualquer universidade portuguesa: Não o façam! A sociedade contemporânea empurra as pessoas para becos sem saída. O importante é uma pessoa ter consciência daquilo que sabe. Sinceramente cada vez dou mais valor às pessoas que não frequentaram cursos superiores.
IV. Todas as pessoas são mentirosas, mas mais do que nunca os professores universitários são seres humanos que não sabem estar na vida, e recorrem frequentemente à aldrabice. Os mesmos são os primeiros a incutir o espírito do "facilitismo português", seja nas fotocópias em português do Brasil, seja no incumprimento dos horários. Outro aspecto negativo transmitido pelos docentes assenta no complexo de inferioridade aquando da relação professor-aluno.
V. A ilusão de que o estudo académico fornece método e disciplina é pateta. As bases são dadas no ensino básico, daí o seu nome. Sem milho é impossível os professores fazerem pipocas, por melhores que sejam.
VI. Tirar um curso hoje em dia é um acto tão burocrático como a nossa sociedade. Assuntos como equivalências de disciplinas e outras questões de secretária apenas servem para cansar um indivíduo e enviá-lo de uma forma mais penosa para o desemprego.
VII. A vida de ESTUDANTE é uma utopia. Não existe vida facilitada, muito menos quando é suposto estudarmos, mas a verdade é que ela é uma brincadeira. Tudo é possível, como trabalhar e estudar ao mesmo tempo, algo que deveria ser impossível. Porque ou nos preparamos para a vida e estudamos ou a ganhamos trabalhando com as devidas competências.
VIII. O conceito de universidade aberta a todos é muito bonito, mas é no papel. Abrir as portas "pseudo educativas" por parte do ensino dito "superior" é apenas uma medida das próprias universidades para não entrarem em colapso financeiro e sobreviverem à custa do dinheiro de pessoas que muitas vezes não têm aptidão para um determinado curso, acabando as mesmas por desenvolver ao longo do tempo, uma personalidade tão negativa quanto passiva.
XIX. Aprender é uma arte, tal como ensinar. Há pessoas que gostam mais de aprender do que outras mas a vida académica em nada fomenta a busca pela razão, não suscita reacção, faz-nos "burros para sempre". Aliás, depois de uma experiência académica geralmente um indivíduo estagna e perde o prazer de aprender.
XX. A universidade não garante mudanças. Más pessoas nascem más pessoas, analfabetos saem analfabetos findado o curso. E uma vez que o objectivo da educação é promover a mudança, podemos dizer que a educação morreu. Com ela todos os ESTUDANTES morreram, porque perdemos o espírito crítico, que devia permanecer na base de todo o nosso conhecimento. O capitalismo corrompeu também o ensino, e nós ESTUDANTES já não nos importamos...
10 de setembro de 2008
Ensino Superior - Ecos no Marão
A proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2009 prevê um aumento de verbas para o Ensino Superior, um reforço que beneficia o funcionamento corrente das instituições e a Acção Social Escolar. Mariano Gago fez este anúncio na Comissão de Educação e Ciência no Parlamento, onde esteve também a jornalista Natália Carvalho.
in RTP noticias
Senhor Mariano Gago explique então como este ano as propinas voltaram a aumentar e no caso da UTAD aumentou 50€ estando quase nos 1000€ por ano sendo a primeira prestação de 400€. Alguém nos anda a enganar.
1 de setembro de 2008
10 de março de 2008
O mal da Educação
Assim sendo o mal na Educação está nos professores. Mas não há motivos para grandes alarmes... Se a política não funciona, o mal está nos políticos. Se a saúde não funciona, o mal está nos médicos. Se as terras não prosperam, o mal está nos agricultores. Se a justiça não funciona, o mal está no juízes.
Se a sociedade não funciona, o mal está na democracia ou na República Portuguesa, como quiserem.
O que interessa é que isto é um ciclo vicioso. A Educação é uma das arestas desse ciclo. Eu quero é dar aulas ao pé de casa, no quentinho, baixinho, fazer umas pantominas nas festas de fim de ano para mostrar aos pais que bom professor sou. Se os alunos aprendem realmente? Isso é acessório. O que interessa é a fachada. É atirar foguetes para o ar. É implentar o medo. É mostrar aquilo que não sou, não quero ser, não tenho paciência para ser e quase me obrigam. É para isto que tivemos uma revolução?