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17 de novembro de 2010

Razão da Crise Financeira Portuguesa.



Enquanto a maioria de nós circula sem saber dessa realidade, os bancos, associados aos governos e corporações continuaram a aperfeiçoar e expandir as suas tácticas de guerra económica implantando novas bases como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional [FMI], enquanto inventavam um novo tipo de soldado: o nascimento do assassino económico. "Há dois modos de subjugar e escravizar de uma nação. Um é pela força, o outro é pelas dívidas". Nós (USA), assassinos económicos, fomos os responsáveis pela criação desse primeiro império realmente global. Trabalhamos de muitas maneiras diferentes. Talvez a mais comum seja identificar um país que tem recursos, como petróleo (exemplo). E em seguida, conseguir um empréstimo enorme para esse país através do Banco Mundial ou uma de suas organizações irmãs. Só que o dinheiro nunca vai realmente para o país. Ele acaba indo para as nossas grandes corporações para criar projetos de infraestrutura nesse país. Usinas de energia, parques industriais, portos… coisas que beneficiam uns poucos ricos desse país e também as nossas corporações, mas não a maioria das pessoas. Entretanto, essas pessoas, o país inteiro acaba ficando com uma enorme dívida. A dívida é tão grande que eles não conseguem pagá-la, e isso é parte do plano... Eles não podem pagá-la! Então, num certo ponto, nós assassinos económicos vamos lá e dizemos “perdeu muito dinheiro, não vai conseguir pagar a sua dívida, então venda o seu petróleo bem barato para nossas petrolíferas, deixe-nos construir uma base militar no seu país... envie tropas para apoiar uma das nossas, nalgum lugar do mundo como o Iraque ou vote na gente na próxima cúpula da ONU" Pedem para privatizar a sua companhia eléctrica e vender o seu sistema de água e esgoto para corporações americanas ou outras corporações multinacionais. Então é uma coisa que só cresce, e é tão típico, esse modo como o FMI e o Banco Mundial operam. Eles colocam um país numa dívida, aí eles se oferecem para refinanciar a dívida, cobrando mais juros. E eles exigem esse “escambo” que é chamado de condicionalidade ou boa governança que basicamente significa que eles têm que vender os seus recursos incluindo muitos serviços sociais, as suas empresas de serviços básicos, às vezes os seus sistemas educacionais, os seus sistemas penitenciários, os seus sistemas previdenciários… para corporações estrangeiras. Isso é um ganho duplo, triplo, quádruplo!

Retirado do filme Zeitgeist - Addendum (2008)



Basicamente é o que se passa em Portugal e a conferencia da NATO em Lisboa é mais uma prova do que foi relatado neste filme, ou seja, da escravidão de Portugal perante outros países ocidentais, onde a NATO dispõe da base das Lajes e de tropas portuguesas em guerras que só podemos estar contra. Como relatado, Portugal dispõe de uma enorme divida externa que não será pága, mais as medidas de austeridade etc..., MAS existem 10 milhões de euros para "segurança" só porque vem a Lisboa o nosso patrono, com tolerâncias de ponte, fecho das fronteiras, autorizações para sair de casa, etc....

1 de setembro de 2008

Setembro

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16 de abril de 2008

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9 de abril de 2008

La lys 1918

«ficou mais conhecido pelo Soldado Milhões. Nasceu na paróquia de Valongo (lugar de Carvas) do concelho de Murça, em 9 de Julho de 1895. Em 30.7.1915 foi incorporado no Reg. Infantaria 30, de Bragança. Pouco depois foi transferido para o R.I. 19, sediado em Chaves. Dali é mobilizado para integrar o Corpo Expedicionário Português, constituído por 55 mil homens, entre oficiais, sargentos e praças para a I Grande Guerra (Flandres). Já em França é integrado no R.I. 15 que saíra de Tomar. Esses acontecimentos bélicos culminaram, em La Lys, no dia 9 de Abril de 1918, com o desfecho inglório para as tropas aliadas, a que Portugal pertencia e durante o qual se distinguiu o Soldado Milhais, que tinha o n.° 469. Quando a batalha estava, praticamente perdida, os mortos cobriam o chão e a esperança na vitória era nula, o soldado transmontano, completamente transfigurado, faminto e sem comandos a dar lhe orientações, teimou em fazer fogo com a sua metralhadora, à qual, ironicamente, chamava a "menina", iludindo o inimigo. Quando as suas munições acabaram abasteceu se nos seus colegas mortos, fazendo fogo em todas as direcções e levando o IN a pensar que se tratava de um exército numeroso e fresco. No dia 15.7.1918 a Ordem de Serviço n.° 15 do Batalhão publicava um rasgado louvor, conferido pelo Major Ferreira do Amaral, onde se exaltava a bravura e sangue frio do pequeno soldado (com 1,55m) que se chamava Milhais mas que valera por milhões. Daí o apelido por que ficou mais conhecido. Em 2.2.1919 regressou à sua terra, casando com Teresa de Jesus Milhais, de quem teve nove filhos. Em 8.7.1924 o Parlamento alterou, através de uma Lei, o nome da Povoação de Valongo, oficializando a como Valongo de Milhais. Sucederam se as condecorações, nacionais e estrangeiras, bem como os louvores públicos. Mas o heróico soldado não podia viver de medalhas. E por isso, em 1928, emigrou para o Brasil, na tentativa de angariar meios de subsistência. Ele era analfabeto e franzino. Como singrar em tão exigente país? Sucedeu que os seus compatriotas, ao saberem da sua presença, promoveram uma recolha de fundos que totalizou 18 contos e que entregaram ao herói Milhões, porque achavam uma indignidade nacional, ser aquele bravo militar obrigado a vida tão degradante. Regressou a Portugal, em 5 de Agosto desse ano, refazendo a sua vida. Teve depois, uma pequena pensão do Estado, relativa à Ordem da Torre e Espada. Mesmo assim, insuficiente para viver como herói nacional. Faleceu em 3.6.1970. A Câmara de Murça, no dia em que se completavam 100 anos do seu nascimento, promoveu uma homenagem nacional, inaugurando o busto na sua melhor praça.»
In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,




Estão a rodar um filme sobre esta batalha da 1ª Grande Guerra, é de salutar por dois grandes motivos, um, a história da Primeira Grande Guerra está muito esquecida, é saudável recordar este período decisivo na historia do século passado, no qual Portugal esteve envolvido directamente. Segundo, é um filme Português, o que é bom, bem temos de esperar pelo produto final, mas a iniciativa é de Louvar .