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23 de julho de 2010
30 de junho de 2010
Sons-dos-Montes (Brigada Victor Jara)
EITO FORA (1977)

Ao Romper da Bela Aurora (Alto Alentejo)
Coro das Maçadeiras (Minho)
Cantiga da Ceifa (Beira-Alta)
O Senhor da Serra é Meu (Ribatejo)
TAMBORILEIRO (1979)

Ó Menino Ó (Trás-os-Montes)
Rema (Açores)
Saias (Alto-Alentejo)
Corridinho (Algarve)
CONTRALUZ (1984)

Ea, Judios (Popular - Tema de Perseguição aos Judeus)
O Cativo (Algarve)
Vai-te Embora, Ó Papão (Canção de Berço - Beira Alta)
Cantiga Bailada (Beira Baixa)
Pregões ("dizeres mercantis")
DANÇAS E FOLIAS (1995)

Chula de Paus (Douro Litoral)
Mi Morena (Rio de Onor - Nordeste Transmontano)
Mazurca
Jota Carvalhesa (Rio de Onor - Nordeste Transmontano)
Moda da Zamburra (Beira Baixa)
POR SENDAS, MONTES E VALES (2000)

Cantiga do Bombo (Beira Baixa)
Tosquia (Beira Baixa)
Mineiro (Estremadura)
Faixinha Verde (Vinhais - Nordeste Trasmontano)
Marião (Trás-os-Montes)
Bento Airoso (Trás-os-Montes)

Ao Romper da Bela Aurora (Alto Alentejo)
Coro das Maçadeiras (Minho)
Cantiga da Ceifa (Beira-Alta)
O Senhor da Serra é Meu (Ribatejo)
TAMBORILEIRO (1979)
Ó Menino Ó (Trás-os-Montes)
Rema (Açores)
Saias (Alto-Alentejo)
Corridinho (Algarve)
CONTRALUZ (1984)
Ea, Judios (Popular - Tema de Perseguição aos Judeus)
O Cativo (Algarve)
Vai-te Embora, Ó Papão (Canção de Berço - Beira Alta)
Cantiga Bailada (Beira Baixa)
Pregões ("dizeres mercantis")
DANÇAS E FOLIAS (1995)
Chula de Paus (Douro Litoral)
Mi Morena (Rio de Onor - Nordeste Transmontano)
Mazurca
Jota Carvalhesa (Rio de Onor - Nordeste Transmontano)
Moda da Zamburra (Beira Baixa)
POR SENDAS, MONTES E VALES (2000)
Cantiga do Bombo (Beira Baixa)
Tosquia (Beira Baixa)
Mineiro (Estremadura)
Faixinha Verde (Vinhais - Nordeste Trasmontano)
Marião (Trás-os-Montes)
Bento Airoso (Trás-os-Montes)
Etiquetas:
Brigada Victor Jara,
Etnomusicologia,
Sons-dos-Montes
3 de junho de 2010
Rão Kyao - Chapéu Preto
Flauta de bambu ou de Bambi? O elefante também era vegetariano. Aquele das orelhas grandes. Por isso é que não conseguia voar. Quando estamos em fase de crescimento dizem que convém comer muita carne, tem proteinas, o Bambi só gostava de salada com alface e beringelas, tipo menina. Depois não conseguia voar: faltavam-lhe as forças nas orelhas e dava-lhe a fraqueira rápido.
Oriente ou Música Tradicional Portuguesa?
Hoje vai estar muito calor e o alcatrão vai arder, bebe muita água, põe o chapéu preto na cabeça e rosa branca ao peito, porque o branco sempre dá para arejar. O sol da Caparica deve estar impeCamel.
Hoje é feriado de quê?
"É mentira é mentira, é mentira sim senhor..."
8 de maio de 2010
Noidz - Root Sound From Earth
A minha nova descoberta de uma banda portuguesa que mistura metal, trance e sons tradicionais como o caso desta musica que conta com o tema transmontano "Repasseado do Rio d'Onor"
7 de abril de 2010
Sons-dos-Montes (Concurso Sonoro do Mês)
Sem querer ser metediço nem impostor ou até mesmo pastor, de certo alguém reparou que os Sons-dos-Montes continuam a debitar música portuguesa, desta feita uma montra Nacional, sem ser massa ou bolachas, daquilo que se fez em 2009, que eu tive a oportunidade de escutar. Sim, porque é diferente escutar música ou ouvir música. Escutar envolve silêncio, perigo, atenção, precaução, coisas que fazem com que os ouvidos se aventurem a explorar música. Ouvir é uma coisa impositiva que todos os dias os nossos ouvidos exercem, seja rádio, o som de um pássaro, o despertador, música de elevador, ou aquela música de estádio que passa no ginásio da nossa escola.
Mas inferências à parte, e sem querer ficar um "animal vegetal", lanço um concurso estúpido como todos os concursos que se prezam existir:
De facto nem todas as músicas que postei são de 2009, e por isso queria que gente de bom senso que ainda tem pachorra para escutar música como um acto extra-social, descobrisse a ovelha negra da lista dos Sons-dos-Montes, sem recorrer claro a Googles, ProgArchives ou a Enciclopédias Larousses, apenas seguindo a intuição momentânea do ouvido, até porque a tarefa está ultra-facilitada. Acresço ainda que gostava que a pessoa não identificasse apenas a música em si, mas que comentasse a índole do álbum em questão (estética musical, som, e mensagem adjacente, textos). Como isto não é um teste, mas sim um concurso, o prémio é um singelo mas sentido Floco de Neve. Um rebuçado histórico e pateticamente em vias de extinção (como qualquer coisa histórica que o é realmente) de exterior vermelho assobio e com um paladar a coco contemporâneo, paradoxalmente.
Prémio: 1 rebuçado Flocos de Neve
A imagem mostra "prai" meia-dúzia de rebuçados Flocos de Neve, mas o prémio é apenas 1, devido a estarmos em crise desde que nascemos.
Patrocínios: Vieira de Castro, Luís Filipe Vieira, Manuel João Vieira, Uma Vieira da Galiza
Qualquer, Comida Gratinada E Mal Passada, O Caminho de Santiago, São Tiago dos Pescadores, Bar Quinho, Fósforos Quinas, o "Kinas", o "Gil" mas sem a fundação, Salsicharia Nobre, Ferbar, Bar Alho, Sapatilhas Afundo, Salão de Beleza Cremado, Pensão Defunto, Olé - Editora Rock e Afins.
3 de fevereiro de 2010
31 de janeiro de 2010
Sons-dos-Montes (Big Brother is Sounding You Arround!)
Os 3:26 mais efémeros do pós-rock actual estão a rodar no Sons-dos-Montes e se tu não os quiseres ouvir, é porque nunca ouviste Sonic Youth ao levantar MAS comeste Nestum ao deitar.
*Tristeza não tem fim, o Post-Rock sim.*
in BOSSANOVA Songbook
*Tristeza não tem fim, o Post-Rock sim.*
in BOSSANOVA Songbook
25 de outubro de 2009
Tortoise - Beacons of Ancestorship (Sons-dos-Montes e Alto Timbre)
Olá:
Hoje resolvi cometer uma heresia, embora tal termo seja mentiroso porque eu não sou religioso. Pecado também não é este presente acto, mas é um presente sonoro logo existo. É que na história dos Sons-dos-Montes nunca um álbum inteiro tinha estado na faixa de rodagem mais à direita deste blog.
Ponto 1, este álbum candidata-se a menino do ano.
Ponto 2, enquanto Battles não lançam o 2º álbum, estes jovens que vão fazer 20 anos de carreira como banda mostram que estão na crista da onda.
Ponto 3, crista da onda porque não vale a pena classificar a sua música. Pode custar ao início? Pode. Tem muitos feedbacks, guitarras bacocas, ritmos esteticamente desenquadrados? Tem. Este álbum pode ser considerado um Ok Computer, onde a electrónica absorve o rock, mas o jazz está ao virar da esquina. Só que aqui não há lamentos vocais. É tudo instrumental, à antiga, como a velha tradição erudita o requer. Destaco, "Prepare Your Coffin", onde os sintetizadores fundidos com as guitarras e baixo dizem à bateria como guiar o drum'n'bass nos dias de hoje, sendo que há palmas e tudo."De Chelly" só me vem a cabeça Brian Eno ou Fennesz, tal o seu brilhantismo harmónico, "manto epilogógico" perfeito para "Charteroak Foundation" que explora o post ou math rock com uma intensidade despropositada, porque uma guitarra dá o mote e depois as coisas vão surgindo sem avisar. Tortoise, mesmo em compact disc rima com Improvisação. É um álbum duro, ao início transpiramos bem dos ouvidos, mas depois é o pão nosso com bolor, porque este faz bem a pele.
Ponto 4, a capa do cd é sintomática da anarquia sonora que os Tortoise debitam. As linhas não têm que ser sempre direitas, ou simplesmente... o que são linhas direitas?
Info:
Studio Album, released in 2009
Songs / Tracks Listing
1. High Class Slim Came Floatin' In
2. Prepare Your Coffin
3. Northern Something
4. Gigantes
5. Penumbra
6. Yinxianghechengqi
7. The Fall Of Seven Diamonds Plus One
8. Minors
9. Monument Six One Thousand
10. de Chelly
11. Charteroak Foundation
Line-up / Musicians
- Dan Bitney / Bass, Guitar, Percussion, Vibes, Marimba, Keyboards, Baritone Saxophone
- John McEntire / Drums, Modular Synthesizer, Ring Modulator Guitar, Electric Harpsichord, Keyboards
- John Herndon / Drums, Vibes, Keyboards, Sequencing
- Jeff Parker / Guitar, Bass
- Doug McCombs / Bass, Bass 6, Guitar, Lap Steel
Releases information
CD Thrill Jockey (2009)
Deep Inside:
http://www.trts.com6 de março de 2009
Sons-dos-Montes (Pop?)
A palavra Pop sempre foi susceptível de interpretações várias. Quando era mais novo, para mim era simplesmente repugnante, porque simplesmente a associava a musica puramente mainstream, ou a ícones capitalistas da música tão dispersos como a Mtv ou a Rádio Comercial. Ou seja para mim, não era um género ou estilo musical, mas sim aquela música dita comercial que estaria a rodar na altura. Com o passar dos tempos, para além de perceber que este é de facto um "estilo modal", percebi também que existe boa pop. Mais: qualquer banda que recorre ao bom gosto e à finura, recorre à pop. Ou seja a pop é mesmo a faceta brilhante da música, que usada em quantidades reguláveis pode fazer toda à diferença. Posto isto, é de referir que a pop é também extremamente útil para categorizar tudo o entulho sonoro que nos rodeia no imediato. Pop pode ser rock, folk, trip ou hip hop, electrónica, bossa nova, world music ou outro adjectivo. Se é pop, ou não é pop, no fundo não interessa. Mas na luz do túnel deste, pode fazer toda a diferença.
Det är Jag som är Döden - Hey Space! (2008)

Uma descoberta recente. Descendentes dos Bogus Blimp (banda de culto norueguesa), estes magnatas sonoros brindam-nos com um álbum eclético, um meio termo entre a finura electro pop de uns Air e o experimentalismo rock de uns Radiohead.
When - You Are Silent (2008)

Colacar When (Lars Pedersen) num tópico dedicado à pop, pode parecer absurdo e até mesmo cobarde da minha parte. De facto acaba por ser um pouco, devido à parafernália de sons que coabitam You Are Silent. Ainda assim possuido pela alma de Tom Waits, os melhores momentos aqui presentes não passam de pop obscura, anarquizada ao promenor.
Air - Walkie Talkie (2004)

Falar em pop na sociedade contemporânea e não ir aos franceses Air, não só parecia mal como era um crime, mas daqueles puníveis com coima elevada. Estes dois indivíduos para mim servem-se do romantismo intelectual para criar retalhos sonoros extremamente sensuais. Este álbum é exemplo disso mesmo, onde a electrónica é a rainha da noite, num banquete pop em que bebida é a descrição (champagne).
Dengue Fever - Venus on Earth (2008)

Estes nerds americanos numa clara trip de world music, propoem-nos pop cambodjana, não fosse a vocalista uma nativa do Cambodja. Resquícios de rock progressivo abundam nesta mistura atípica, mas bastante cinematográfica.
Gazpacho - Night (2007)

Gazpacho são dos tesouros melhores bem guardados da música actual. Este álbum com apenas cinco músicas mas com 50 e tal minutos, reflecte todo o talento destes músicos noruegueses, que se refugiam no rock progressivo de carácter espacial, seguindo a tradição de uns Marillion.
Lykke Li - Youth Novels

Lykke Li é a nova coqueluche da pop sueca, que com apenas este álbum começou a fazer furor atrás das bancadas. E é facil perceber porquê. Num registo vocal aproximado de Bjork, mas utilizando um pano instrumental mais limpo este álbum está recheado de bonitas canções.
Nouvelle Vague - Nouvelle Vague (2004)

Quando em 2004 o duo que está por detrás desta "nova vaga" editou este álbum homónimo, tinha como objectivo dar uma roupagem a temas inéditos da new wave dos anos 80. Esta roupagem incide na bossa nova e nas cadências latinas, mas acima de tudo num bom gosto pop au point, não fossem estes indivíduos franceses.
Antimatter - Lights Out (2003)

Antimatter é sinónimo de boas canções pop. Geralmente encobertas num manto electrónico onde as ambiências se tornam melancólicas q.b.. Se o Nick Drake hoje fosse vivo, este seria um projecto que ele decerto aprovaria. Quanto ao álbum, tudo do melhor que pode haver: ambientes floydianos, portishead aqui e ali e sobretudo muita inspiração.
Antony and the Johnsons - Antony and the Johnsons (1998)

Antony é das personagens músicais que tem andado mais na voga nestes últimos anos, isto por causa, para além de outras coisas, da sua portentosa, eu diria magistosa mesmo, voz, servida de arranjos épicos e luxuosos. Este homónimo já tem 11 anos, mas continua fresco.
Chroma Key - You Go Now (2000)

Chroma Key é Kevin Moore, que dispõe no cadastro a passagem pelos Dream Theater. Pois esqueçam todo esse virtuosismo, porque o próprio Kevin já não vai por ai. Tal como demonstra You Go Now, Chroma Key é uma lufada de ar fresco. Rock espacial, sempre envolto de uma sensibilidade pop que deve muito aos sintetizadores dos anos 80. You Go Now é uma viagem sem retorno, e ainda bem, porque é um sítio extremamente apetecível para passar lá a vida, tal como a Ilha das Cores.
Circus 2000 - Circus 2000 (1970)

Circus 2000 é uma raridade da cortesia do progarchives. Folk psicadélico italiano na sua plenitude. Canções hipnóticas, compiladas num álbum surpreendente, que certamente merecia uma remistura ao seu nível.
Tortoise with Bonnie 'Prince' Billy - The Brave and The Bold (2006)

Álbum de covers dos pioneiros do post-rock, aqui acompanhados pela voz do rebelde Boonie Prince Billy. Arranjos descomprometidos a piscar o olho ao rock sujo e à electrónica.
Woven Hand - Consider The Birds (2004)

Este projecto liderado por David Eugene Edwards, é descendente directo dos 16 Horsepower. O que temos aqui é folk de índole religiosa, por isso a crença é grande. Canções cheias de espírito, ou simplesmente pop gospeliano actual. Um álbum de iluminados para descrentes, ou será de descrentes para iluminados?
Akron Family - Akron Family (2005)

Este álbum de estreia auspicioso da família Akron, revelou ao mundo uma das bandas mais imaginativas do momento no domínio da folk. Imaginem que os Radiohead esqueciam os delírios electrónicos e se dedicavam à folk rústica e sonhadora, com banjos à grande e à francesa.
Arto Lindsay - O Corpo Sutil (1996)

Visionário da bossa nova, tem pautado a sua criatividade como guitarrista/vocalista e produtor. Passou por inúmeros projectos (punk,new wave,jazz) mas nestes últimos anos dedicou se ao vasto cancionário da bossa nova, dando-lhe roupagens características dos anos 80, sem perder a essência e sensibilidade que caracteriza este gênero brasileiro.
Brazzaville - 2002 (1998)

Mais bossa nova. A pop serve-se desta indescriminadamente, e ainda bem. Acho que toda a pop deveria ter um cheirinho de bossa. Neste caso David Brown, ex-saxofonista do Beck, demonstra que canções com apenas 3 ou 4 acordes podem ter uma essência profunda.
Céu - Céu (2005)

Céu é a nova coqueluche brasileira. E com este álbum de estreia é mesmo justo por a rapariga num pedestal, porque para além da sua voz, conta com arranjos de um bom gosto extremo. Balanço funk, essência bossa e uma toada jazzística bastante cool suportadas pelo chamado vozeirão.
Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon (2007)

Precursor do chamado folk psicadélico, este homem das cavernas rapidamente foi absorvido pelo universo da pop. Com uma guitarra e uma voz tremida, Devendra faz milagres contemporâneos, pois recria os grandes cantautores do século passado, com uma facilidade extrema.
Harmonium - Si On Avait Besoin D'Une Cinquième Saison (1975)

Mais uma cortesia do www.progarchives.com. Estes canadianos editaram apenas três albuns, mas as criaram canções com uma cartomancia única. Este álbum certamente é um marco no folk progressivo. Até o facto de cantarem em françês, torna esta banda mais cativante.
Lena d'Água - Sempre (2007)

Antes de mais é de referir que este álbum ao vivo tem o selo da Blue Note, e só por é preciso ter cuidado. Depois é de referir que a carreira da Lena d'Água não foi so pimba, antes pelo contrário. Desde a ligação ao rock progressivo (Beatnicks) até ao pop rock mais aventureiro (Salada de Frutas) este disco realça o lado jazzístico menos conhecido da cantora. Acompanhada pelos melhores músicos de jazz nacionais, revisita os seus temas mais marcantes, demonstrando que qualquer balada pode ser elevada se os arranjos forem os indicados.
Montain Mirrors - Dreadnought (2008)

MM é uma banda recente, a meio caminho entre uns Antimatter e uns Opeth era Damnation. Ou seja música, essencialmente acústica, sem deixar de ser agressiva aqui e ali e servida sempre de uma melancolia bem apelativa. Embora este disco não seja nada de extraordinário, apontam-se ideias interessantes.
Paatos - Silence of Another Kind (2006)

Banda sueca, que constrói boa música. Apoiada numa tonalidade trip hopica e servida de arranjos jazzísticos, esta banda é um corropio progressivo e incorpora elementos floydianos e portisheadianos, apoiando-se numa vocalista singela e suave. Este álbum é uma lição de pop contemporânea.
Rui Reininho - Companhia das Indias (2008)

Este álbum é a voz de Rui Reininho e a criatividade de Armando Teixeira (Balla), para além de dispor de convidados qualitativos (Rodrigo Leão e Paulo Furtado, entre outros). O que temos aqui é pop fresca e tenrinha, apoiada na melhor base para tal:a new wave dos 80. Bom gosto.
N.E.R.D. - Seeing Sounds (2008)

Nerd é daqueles projectos ingratos para a sociedade, o nome diz tudo. Englobados no lixo do hip-hop Mtv, Pharrel Williams prova que se as pessoas tiveram capacidade para tal também existe bom hip-hop. Isto porque não se limita a colocar uma batida qualquer e rapar por cima dela, antes pelo contrário. Executa um bom trabalho de samplagem e não se limita a cadenciar as rimas, mas também canta.
Det är Jag som är Döden - Hey Space! (2008)
Uma descoberta recente. Descendentes dos Bogus Blimp (banda de culto norueguesa), estes magnatas sonoros brindam-nos com um álbum eclético, um meio termo entre a finura electro pop de uns Air e o experimentalismo rock de uns Radiohead.
When - You Are Silent (2008)
Colacar When (Lars Pedersen) num tópico dedicado à pop, pode parecer absurdo e até mesmo cobarde da minha parte. De facto acaba por ser um pouco, devido à parafernália de sons que coabitam You Are Silent. Ainda assim possuido pela alma de Tom Waits, os melhores momentos aqui presentes não passam de pop obscura, anarquizada ao promenor.
Air - Walkie Talkie (2004)
Falar em pop na sociedade contemporânea e não ir aos franceses Air, não só parecia mal como era um crime, mas daqueles puníveis com coima elevada. Estes dois indivíduos para mim servem-se do romantismo intelectual para criar retalhos sonoros extremamente sensuais. Este álbum é exemplo disso mesmo, onde a electrónica é a rainha da noite, num banquete pop em que bebida é a descrição (champagne).
Dengue Fever - Venus on Earth (2008)
Estes nerds americanos numa clara trip de world music, propoem-nos pop cambodjana, não fosse a vocalista uma nativa do Cambodja. Resquícios de rock progressivo abundam nesta mistura atípica, mas bastante cinematográfica.
Gazpacho - Night (2007)
Gazpacho são dos tesouros melhores bem guardados da música actual. Este álbum com apenas cinco músicas mas com 50 e tal minutos, reflecte todo o talento destes músicos noruegueses, que se refugiam no rock progressivo de carácter espacial, seguindo a tradição de uns Marillion.
Lykke Li - Youth Novels

Lykke Li é a nova coqueluche da pop sueca, que com apenas este álbum começou a fazer furor atrás das bancadas. E é facil perceber porquê. Num registo vocal aproximado de Bjork, mas utilizando um pano instrumental mais limpo este álbum está recheado de bonitas canções.
Nouvelle Vague - Nouvelle Vague (2004)
Quando em 2004 o duo que está por detrás desta "nova vaga" editou este álbum homónimo, tinha como objectivo dar uma roupagem a temas inéditos da new wave dos anos 80. Esta roupagem incide na bossa nova e nas cadências latinas, mas acima de tudo num bom gosto pop au point, não fossem estes indivíduos franceses.
Antimatter - Lights Out (2003)
Antimatter é sinónimo de boas canções pop. Geralmente encobertas num manto electrónico onde as ambiências se tornam melancólicas q.b.. Se o Nick Drake hoje fosse vivo, este seria um projecto que ele decerto aprovaria. Quanto ao álbum, tudo do melhor que pode haver: ambientes floydianos, portishead aqui e ali e sobretudo muita inspiração.
Antony and the Johnsons - Antony and the Johnsons (1998)
Antony é das personagens músicais que tem andado mais na voga nestes últimos anos, isto por causa, para além de outras coisas, da sua portentosa, eu diria magistosa mesmo, voz, servida de arranjos épicos e luxuosos. Este homónimo já tem 11 anos, mas continua fresco.
Chroma Key - You Go Now (2000)

Chroma Key é Kevin Moore, que dispõe no cadastro a passagem pelos Dream Theater. Pois esqueçam todo esse virtuosismo, porque o próprio Kevin já não vai por ai. Tal como demonstra You Go Now, Chroma Key é uma lufada de ar fresco. Rock espacial, sempre envolto de uma sensibilidade pop que deve muito aos sintetizadores dos anos 80. You Go Now é uma viagem sem retorno, e ainda bem, porque é um sítio extremamente apetecível para passar lá a vida, tal como a Ilha das Cores.
Circus 2000 - Circus 2000 (1970)
Circus 2000 é uma raridade da cortesia do progarchives. Folk psicadélico italiano na sua plenitude. Canções hipnóticas, compiladas num álbum surpreendente, que certamente merecia uma remistura ao seu nível.
Tortoise with Bonnie 'Prince' Billy - The Brave and The Bold (2006)

Álbum de covers dos pioneiros do post-rock, aqui acompanhados pela voz do rebelde Boonie Prince Billy. Arranjos descomprometidos a piscar o olho ao rock sujo e à electrónica.
Woven Hand - Consider The Birds (2004)
Este projecto liderado por David Eugene Edwards, é descendente directo dos 16 Horsepower. O que temos aqui é folk de índole religiosa, por isso a crença é grande. Canções cheias de espírito, ou simplesmente pop gospeliano actual. Um álbum de iluminados para descrentes, ou será de descrentes para iluminados?
Akron Family - Akron Family (2005)
Este álbum de estreia auspicioso da família Akron, revelou ao mundo uma das bandas mais imaginativas do momento no domínio da folk. Imaginem que os Radiohead esqueciam os delírios electrónicos e se dedicavam à folk rústica e sonhadora, com banjos à grande e à francesa.
Arto Lindsay - O Corpo Sutil (1996)
Visionário da bossa nova, tem pautado a sua criatividade como guitarrista/vocalista e produtor. Passou por inúmeros projectos (punk,new wave,jazz) mas nestes últimos anos dedicou se ao vasto cancionário da bossa nova, dando-lhe roupagens características dos anos 80, sem perder a essência e sensibilidade que caracteriza este gênero brasileiro.
Brazzaville - 2002 (1998)
Mais bossa nova. A pop serve-se desta indescriminadamente, e ainda bem. Acho que toda a pop deveria ter um cheirinho de bossa. Neste caso David Brown, ex-saxofonista do Beck, demonstra que canções com apenas 3 ou 4 acordes podem ter uma essência profunda.
Céu - Céu (2005)
Céu é a nova coqueluche brasileira. E com este álbum de estreia é mesmo justo por a rapariga num pedestal, porque para além da sua voz, conta com arranjos de um bom gosto extremo. Balanço funk, essência bossa e uma toada jazzística bastante cool suportadas pelo chamado vozeirão.
Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon (2007)
Precursor do chamado folk psicadélico, este homem das cavernas rapidamente foi absorvido pelo universo da pop. Com uma guitarra e uma voz tremida, Devendra faz milagres contemporâneos, pois recria os grandes cantautores do século passado, com uma facilidade extrema.
Harmonium - Si On Avait Besoin D'Une Cinquième Saison (1975)

Mais uma cortesia do www.progarchives.com. Estes canadianos editaram apenas três albuns, mas as criaram canções com uma cartomancia única. Este álbum certamente é um marco no folk progressivo. Até o facto de cantarem em françês, torna esta banda mais cativante.
Lena d'Água - Sempre (2007)
Antes de mais é de referir que este álbum ao vivo tem o selo da Blue Note, e só por é preciso ter cuidado. Depois é de referir que a carreira da Lena d'Água não foi so pimba, antes pelo contrário. Desde a ligação ao rock progressivo (Beatnicks) até ao pop rock mais aventureiro (Salada de Frutas) este disco realça o lado jazzístico menos conhecido da cantora. Acompanhada pelos melhores músicos de jazz nacionais, revisita os seus temas mais marcantes, demonstrando que qualquer balada pode ser elevada se os arranjos forem os indicados.
Montain Mirrors - Dreadnought (2008)
MM é uma banda recente, a meio caminho entre uns Antimatter e uns Opeth era Damnation. Ou seja música, essencialmente acústica, sem deixar de ser agressiva aqui e ali e servida sempre de uma melancolia bem apelativa. Embora este disco não seja nada de extraordinário, apontam-se ideias interessantes.
Paatos - Silence of Another Kind (2006)
Banda sueca, que constrói boa música. Apoiada numa tonalidade trip hopica e servida de arranjos jazzísticos, esta banda é um corropio progressivo e incorpora elementos floydianos e portisheadianos, apoiando-se numa vocalista singela e suave. Este álbum é uma lição de pop contemporânea.
Rui Reininho - Companhia das Indias (2008)

Este álbum é a voz de Rui Reininho e a criatividade de Armando Teixeira (Balla), para além de dispor de convidados qualitativos (Rodrigo Leão e Paulo Furtado, entre outros). O que temos aqui é pop fresca e tenrinha, apoiada na melhor base para tal:a new wave dos 80. Bom gosto.
N.E.R.D. - Seeing Sounds (2008)

Nerd é daqueles projectos ingratos para a sociedade, o nome diz tudo. Englobados no lixo do hip-hop Mtv, Pharrel Williams prova que se as pessoas tiveram capacidade para tal também existe bom hip-hop. Isto porque não se limita a colocar uma batida qualquer e rapar por cima dela, antes pelo contrário. Executa um bom trabalho de samplagem e não se limita a cadenciar as rimas, mas também canta.
12 de janeiro de 2009
Sons-dos-Montes (Retrospectiva 2008)
É sempre bacoco fazer antologias das melhores coisas do ano, porque eu amanhã posso-me divorciar ou posso simplesmente ouvir um grande álbum de 2008 em 2088, ainda assim isto foi certamente um trago da minha playlist do ano findado:
Beardfish - Sleeping in Traffic, Pt. 2

Depois do sensacional álbum de ano passado, estes suecos voltam a carga com a segunda parte do mesmo e não se cansam de definir em que consiste o "art rock".
Dead Combo - Lusitânia Playboys

A saga dos 2 playboys continua e a filmaria habitual esta lá toda: westerns corais, cubanices à marc ribot e música popular portuguesa com trejeitos revolucionários.
Simon Says - Tardigrade

A Suécia continua a espalhar o perfume do rock progressivo dos lendários anos 70. Camel e Genesis são pontos de partida que se misturam com os hammonds, mellotrons, minimoogs e outras fantasias destes jovens.
TV on the Radio - Dear Science

São daquelas bandas que aparecem em todo o lado, mas pouca gente as conhece. O álbum está vocalmente (david bowie aqui e ali) muito bem desenhado e o instrumental acompanha toda a odisseia. Pop jeitosa,rock,hip ou trip hop e electronica qb sempre com uma atitude, vá lá... progressiva.
Portishead - Third

Passados longos anos e muitas depressões à pala de Dummy, eles voltam e de facto andaram a ouvir Sunn O))), pois registam aqui o álbum mais negro da sua discog., continuando a emitir melancolia mas agora num refúgio mais perto de Aphex Twin ou do próprio Thom Yorke.
A Naifa - Uma Inocente Inclinação Para o Mal

É um inclinação que no fundo todos temos. Estes visionários continuam a imprimir uma toada 80's new wave que alia que nem ginjas com a depressão do nosso fado.
dEUS - Vantage

Os dEUSES da pop contemporânea, continuam elaborar canções pop au point e agora dão-lhe aquele toque electro que aumenta ainda mais a sensibilidade construtiva dos belgas.
Adriana Calcanhotto - Maré

Agora que já não tem paciência para putos e deixou a Partimpim, apeteceu-lhe navegar em alto mar. Em boa hora, porque a maré estava ideal, para a bossanova de cariz pop. É aquele álbum boa onda.
António Pinho Vargas - Solo

Regresso do mestre do jazz pt, agora com novas reinterpretações dos seus temas célebres em piano solo.
Bohren & der Club of Gore - Dolores

Provavelmente o álbum mais lento, arrastado e pesado de 2008. Ao mesmo tempo consegue transmitir a melodia necessária sempre presente no fender rhodes e a espaços no saxofone bem temperadinho. Dark ambient goes jazzy goes doom. Este quarteto é demais.
Camané - Sempre de Mim

Silêncio que se vai cantar o fado. O regresso do homem que canta o fado do país e do mundo, como diz o sr. das notícias da sic.
Cryptopsy - The Unspoken King

Desde o lendário None So Vile que não faziam um portento desta magnitude. Esta máquina trituradora dispara para todos os lados aquele death metal, que tem tanto de técnico como de brutal, piscando o olho à melodia só quando lhe convém. E assim sendo o rei escusa de falar.
Cynic - Traced In Air

Regresso brilhante dos igualmentes reis, mas estes do domínio mais prog da extremidade do metal. Tornaram-se banda de culto com apenas um álbum, explicam agora sem ter que berrar tanto e mais limpinhos do que nunca porque é que são compositores de calibre elevado. Lançaram bases para o tech metal nos idos anos 90 e agora ensaiam aquilo que poderá ser um space progressive metal cheio de áurea.
Frost - Experiments In Mass Appeal

Mega-projecto de rock que tem tanto de progressivo como de easy-listening. Era este o tipo de rock que se deveria chamar fm e passar na rádio?
High Five Quintet - Five For Fun

Álbum jazz do ano. Sob o selo blue note, estes italianos debitam um groove bop portentoso, onde o seu trompetista atira os foguetes e apanha as canas.
Mike Patton - A Perfect Place

O melhor do mundo compõe aqui uma banda sonora extremamente perfeita, como diz o filme. Esta lá tudo: os devaneios, as frequencias fm e am, as alucinações, a orquestra, as perseguições, a ópera, aquele baixo picadinho com a bateria. É o filme da banda sonora e não a banda sonora do filme.
Mothlite - The Flax of Reverie

Uma revelação que encandeia a vista como os máximos néon de um Bmw. É o terror meus amigos, sob forma de psicadelismo à la Ulver, com um ambient de negritude exasperante. É como aquele abutre que espera por nós, com os olhos fitados no fim. A ver se o próximo álbum nos mata.
No Man - Schoolyard Ghosts

Steven Wilson e o seu parceiro do crime deste projecto do homem desconhecido lançam-nos belas baladas para ouvir à lareira a beber cacau quente enquanto a neve pinta a paisagem la fora. E já caiu três vezes este a Inverno. Álbum, embora num tom assumidamente mais pop, muito mais inspirado que o homónimo do Steven, também saído em 2008.
Star of Ash - The Thread

Num ano em que os Ulver não editaram, é sempre bom ouvir a voz do Garm, ainda para mais quando acompanha uma senhora bem erudita na concepção musical. Arranjos pós-românticos e uma voz de serpente com veneno que só algumas mulheres conseguem ter, envolta de uma base electrónica bem sedutora.
Van Der Graaf Generator - Trisector

Os autores de pérolas da música clássica progressiva como Pawn hearts ou Godbluff, não fazem bluff nenhum e transportam-nos para aquela época dos anos 70 que todos os amantes da música gostavam de viver. Álbum composto ora por malhas rock bem psicadélicas, ora por momentos de acalmia agonizados pela voz inesquecível de Hammill e por órgãos que a igreja podia usar nas missas que vai pouca gente.
Beardfish - Sleeping in Traffic, Pt. 2

Depois do sensacional álbum de ano passado, estes suecos voltam a carga com a segunda parte do mesmo e não se cansam de definir em que consiste o "art rock".
Dead Combo - Lusitânia Playboys
A saga dos 2 playboys continua e a filmaria habitual esta lá toda: westerns corais, cubanices à marc ribot e música popular portuguesa com trejeitos revolucionários.
Simon Says - Tardigrade
A Suécia continua a espalhar o perfume do rock progressivo dos lendários anos 70. Camel e Genesis são pontos de partida que se misturam com os hammonds, mellotrons, minimoogs e outras fantasias destes jovens.
TV on the Radio - Dear Science
São daquelas bandas que aparecem em todo o lado, mas pouca gente as conhece. O álbum está vocalmente (david bowie aqui e ali) muito bem desenhado e o instrumental acompanha toda a odisseia. Pop jeitosa,rock,hip ou trip hop e electronica qb sempre com uma atitude, vá lá... progressiva.
Portishead - Third
Passados longos anos e muitas depressões à pala de Dummy, eles voltam e de facto andaram a ouvir Sunn O))), pois registam aqui o álbum mais negro da sua discog., continuando a emitir melancolia mas agora num refúgio mais perto de Aphex Twin ou do próprio Thom Yorke.
A Naifa - Uma Inocente Inclinação Para o Mal
É um inclinação que no fundo todos temos. Estes visionários continuam a imprimir uma toada 80's new wave que alia que nem ginjas com a depressão do nosso fado.
dEUS - Vantage
Os dEUSES da pop contemporânea, continuam elaborar canções pop au point e agora dão-lhe aquele toque electro que aumenta ainda mais a sensibilidade construtiva dos belgas.
Adriana Calcanhotto - Maré
Agora que já não tem paciência para putos e deixou a Partimpim, apeteceu-lhe navegar em alto mar. Em boa hora, porque a maré estava ideal, para a bossanova de cariz pop. É aquele álbum boa onda.
António Pinho Vargas - Solo
Regresso do mestre do jazz pt, agora com novas reinterpretações dos seus temas célebres em piano solo.
Bohren & der Club of Gore - Dolores
Provavelmente o álbum mais lento, arrastado e pesado de 2008. Ao mesmo tempo consegue transmitir a melodia necessária sempre presente no fender rhodes e a espaços no saxofone bem temperadinho. Dark ambient goes jazzy goes doom. Este quarteto é demais.
Camané - Sempre de Mim
Silêncio que se vai cantar o fado. O regresso do homem que canta o fado do país e do mundo, como diz o sr. das notícias da sic.
Cryptopsy - The Unspoken King
Desde o lendário None So Vile que não faziam um portento desta magnitude. Esta máquina trituradora dispara para todos os lados aquele death metal, que tem tanto de técnico como de brutal, piscando o olho à melodia só quando lhe convém. E assim sendo o rei escusa de falar.
Cynic - Traced In Air

Regresso brilhante dos igualmentes reis, mas estes do domínio mais prog da extremidade do metal. Tornaram-se banda de culto com apenas um álbum, explicam agora sem ter que berrar tanto e mais limpinhos do que nunca porque é que são compositores de calibre elevado. Lançaram bases para o tech metal nos idos anos 90 e agora ensaiam aquilo que poderá ser um space progressive metal cheio de áurea.
Frost - Experiments In Mass Appeal

Mega-projecto de rock que tem tanto de progressivo como de easy-listening. Era este o tipo de rock que se deveria chamar fm e passar na rádio?
High Five Quintet - Five For Fun
Álbum jazz do ano. Sob o selo blue note, estes italianos debitam um groove bop portentoso, onde o seu trompetista atira os foguetes e apanha as canas.
Mike Patton - A Perfect Place
O melhor do mundo compõe aqui uma banda sonora extremamente perfeita, como diz o filme. Esta lá tudo: os devaneios, as frequencias fm e am, as alucinações, a orquestra, as perseguições, a ópera, aquele baixo picadinho com a bateria. É o filme da banda sonora e não a banda sonora do filme.
Mothlite - The Flax of Reverie
Uma revelação que encandeia a vista como os máximos néon de um Bmw. É o terror meus amigos, sob forma de psicadelismo à la Ulver, com um ambient de negritude exasperante. É como aquele abutre que espera por nós, com os olhos fitados no fim. A ver se o próximo álbum nos mata.
No Man - Schoolyard Ghosts
Steven Wilson e o seu parceiro do crime deste projecto do homem desconhecido lançam-nos belas baladas para ouvir à lareira a beber cacau quente enquanto a neve pinta a paisagem la fora. E já caiu três vezes este a Inverno. Álbum, embora num tom assumidamente mais pop, muito mais inspirado que o homónimo do Steven, também saído em 2008.
Star of Ash - The Thread
Num ano em que os Ulver não editaram, é sempre bom ouvir a voz do Garm, ainda para mais quando acompanha uma senhora bem erudita na concepção musical. Arranjos pós-românticos e uma voz de serpente com veneno que só algumas mulheres conseguem ter, envolta de uma base electrónica bem sedutora.
Van Der Graaf Generator - Trisector
Os autores de pérolas da música clássica progressiva como Pawn hearts ou Godbluff, não fazem bluff nenhum e transportam-nos para aquela época dos anos 70 que todos os amantes da música gostavam de viver. Álbum composto ora por malhas rock bem psicadélicas, ora por momentos de acalmia agonizados pela voz inesquecível de Hammill e por órgãos que a igreja podia usar nas missas que vai pouca gente.
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